A principal utilização do mapeamento geológico está nas fases iniciais da exploração mineral, uma vez que é através do mapeamento que se identifica a possibilidade de existir, ou não, um bem mineral na área de estudo. Além de orientar novas descobertas de recursos minerais, o mapeamento geológico serve ainda para subsidiar o gerenciamento de recursos hídricos, o ordenamento territorial e a identificação de áreas de risco.
O laudo geológico consiste em estudos de uma determinada área sobre a qual se deseja obter o licenciamento ambiental. Nele, caracterizam-se: solos, rochas, hidrogeologia, topografia, geomorfologia e geotecnia da área de interesse. Quando concluído, o laudo geológico serve para apresentar as zonas de vulnerabilidade da área, a fim de atenuar os riscos de contaminação de aquíferos ou deslizamento das encostas, por exemplo.
O projeto geotécnico é um conjunto de documentos que engloba as investigações geotécnicas, análises, interpretações, estudos, memória de cálculo e desenhos. Estes documentos têm grau de detalhamento compatível com a fase de projeto – viabilidade, projeto básico e projeto executivo, característica e porte da obra, eventualmente necessitando de estudos geológicos.
O conceito de geotecnia ambiental está relacionado com o estudo das propriedades do solo, das rochas e dos fluidos circulantes que contêm e transportam contaminantes através dos maciços. Para solucionar problemas de contaminação, deve-se, primeiro, fazer uma análise de risco da contaminação. Essa análise é baseada na avaliação dos mecanismos de transporte e depuração dos contaminantes, de acordo com as propriedades geotécnicas do maciço e do sentido do fluxo da água subterrânea. Após essa análise de risco, pode-se então, selecionar e dimensionar a solução de descontaminação ou de confinamento mais apropriado.